Não havia mais nada pra fazer naquele sábado a não ser pensar e repensar em uma única pessoa. Cansava-se de rebubinar a fita, só pra relembrar dos momentos em que se encontraram. Contudo, como não havia mais nada pra fazer, rebubinava o filme então, pela milésima vez! O dia foi de sol intenso e céu azul, mas a garota passou quase que todas as horas desse dia, enfurnada no seu quarto cor-de-rosa. Apenas sabia que a tarde estava passando arrastada, por causa da intensidade da luz do sol que aos poucos, ia cessando. Sabia ali, que sua vida estava limitada apenas às linhas dos seus pensamentos e que seu coração também começava a entrar nessa história. Há tempos não sentia revigoradas as suas inspirações. Há tempos não sentia vontade de escrever tantas coisas tolas sobre uma só pessoa. Enxergava e interpretava as palavras como uma fotografia, e toda vez que as juntava num papel, parecia formar os traços do rosto que dolorosamente penetrava em sua mente, feito uma tatuagem. As palavras substituíam uma imagem que tanto queria transformar em sonho real. Pensava nele, sentada à mesa, deitada no sofá, em pé na varanda... E já em sua cama, a garota ainda não conseguia tirá-lo da cabeça. Só de recordar que ele, inocentemente, tocou a sua pele, que desfrutou do calor do seu abraço, mesmo que por escassos segundos, já sentia uma saudade inexplicável. Sentia vontade de tê-lo contigo de novo, e se possível, muitas outras noites também. Queria gostar dos seus gostos, apreciar seu jeito louco, tirar de cor seus mínimos detalhes, descobrir seu cheiro que até então se mostrava afrodisíaco, e exatamente por isso, extremamente convidativo ao seu sentido. Sabia que inevitavelmente, algum dia iria reencontrá-lo. Não sabia quando, mas tinha a certeza que da próxima vez, não passaria despercebida. Quem sabe daria um ‘oi’ menos tímido e discreto. Mal conseguia esperar por esse incógnito momento. A dúvida agora nem era sobre o que sentia por ele. Não se importava em descrever exatamente o que estava ocorrendo no seu jardim sentimental. Não queria saber se as flores eram brancas ou vermelhas, apenas gostava do perfume que impregnava o final de Janeiro e da paz que nele, começava a renascer. A dúvida era, sobre quando mostrar pra ele todo esse jardim, todas as flores e cores, todo o perfume e toda a paz que só ele foi capaz de despertar. Mas a garota, como sempre, temia a ação e reação. Por um lado, carregava a coragem de ficar em silêncio e deixar o tempo falar por si, mas por outro, mostrava medo suficiente para entregar seu grande coração num piscar de olhos e em pequenos gestos. Apesar de tudo, gostava desse medo que a deixava a beira do abismo, pois certamente, não existiriam momentos de coragem sem ele. A dúvida enfim, era como fazer tudo isso. Não havia amigos em comum para intermediar os opostos. O único amigo que havia, não era confiável e muito menos ideal para proporcionar essa intermediação. Incrivelmente, havia se passado apenas dois dias, mas ela se sentia inquieta e incabível dentro do seu próprio corpo. As pétalas das flores já forravam o chão por onde pisava. Ela estava apaixonada.
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'Não se pode esperar nada de ninguém. Mas de você, espere por tudo.' (Camila Barretto)
Bem vindo aos meus pensamentos.
O garoto exótico - Parte III - Jardim sentimental.
Não havia mais nada pra fazer naquele sábado a não ser pensar e repensar em uma única pessoa. Cansava-se de rebubinar a fita, só pra relembrar dos momentos em que se encontraram. Contudo, como não havia mais nada pra fazer, rebubinava o filme então, pela milésima vez! O dia foi de sol intenso e céu azul, mas a garota passou quase que todas as horas desse dia, enfurnada no seu quarto cor-de-rosa. Apenas sabia que a tarde estava passando arrastada, por causa da intensidade da luz do sol que aos poucos, ia cessando. Sabia ali, que sua vida estava limitada apenas às linhas dos seus pensamentos e que seu coração também começava a entrar nessa história. Há tempos não sentia revigoradas as suas inspirações. Há tempos não sentia vontade de escrever tantas coisas tolas sobre uma só pessoa. Enxergava e interpretava as palavras como uma fotografia, e toda vez que as juntava num papel, parecia formar os traços do rosto que dolorosamente penetrava em sua mente, feito uma tatuagem. As palavras substituíam uma imagem que tanto queria transformar em sonho real. Pensava nele, sentada à mesa, deitada no sofá, em pé na varanda... E já em sua cama, a garota ainda não conseguia tirá-lo da cabeça. Só de recordar que ele, inocentemente, tocou a sua pele, que desfrutou do calor do seu abraço, mesmo que por escassos segundos, já sentia uma saudade inexplicável. Sentia vontade de tê-lo contigo de novo, e se possível, muitas outras noites também. Queria gostar dos seus gostos, apreciar seu jeito louco, tirar de cor seus mínimos detalhes, descobrir seu cheiro que até então se mostrava afrodisíaco, e exatamente por isso, extremamente convidativo ao seu sentido. Sabia que inevitavelmente, algum dia iria reencontrá-lo. Não sabia quando, mas tinha a certeza que da próxima vez, não passaria despercebida. Quem sabe daria um ‘oi’ menos tímido e discreto. Mal conseguia esperar por esse incógnito momento. A dúvida agora nem era sobre o que sentia por ele. Não se importava em descrever exatamente o que estava ocorrendo no seu jardim sentimental. Não queria saber se as flores eram brancas ou vermelhas, apenas gostava do perfume que impregnava o final de Janeiro e da paz que nele, começava a renascer. A dúvida era, sobre quando mostrar pra ele todo esse jardim, todas as flores e cores, todo o perfume e toda a paz que só ele foi capaz de despertar. Mas a garota, como sempre, temia a ação e reação. Por um lado, carregava a coragem de ficar em silêncio e deixar o tempo falar por si, mas por outro, mostrava medo suficiente para entregar seu grande coração num piscar de olhos e em pequenos gestos. Apesar de tudo, gostava desse medo que a deixava a beira do abismo, pois certamente, não existiriam momentos de coragem sem ele. A dúvida enfim, era como fazer tudo isso. Não havia amigos em comum para intermediar os opostos. O único amigo que havia, não era confiável e muito menos ideal para proporcionar essa intermediação. Incrivelmente, havia se passado apenas dois dias, mas ela se sentia inquieta e incabível dentro do seu próprio corpo. As pétalas das flores já forravam o chão por onde pisava. Ela estava apaixonada.
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