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'Não se pode esperar nada de ninguém. Mas de você, espere por tudo.' (Camila Barretto)

Bem vindo aos meus pensamentos.

Personagem viva .


Gostaria de ter ido à missa hoje. Gostaria de ter não ter faltado, pois assim, pediria perdão por não honrar meu juramento e até mesmo pra pedir perdão por amar tanto alguém. Que coisa é essa, que se faz tão angustiante e tão inebriante ao mesmo tempo? Acho que fui uma personagem viva desses livros que se lê do Romantismo, que morrem na cama com a dor de um amor que consome feito doença o peito. Como definiria esse amor voraz que consome meu peito em pleno século vinte e um? Um amor que morreu numa cama séculos atrás, mas que ressurgiu em mim tomando conta de tudo que tenho nas mãos. Simplesmente, definiria ele como minha própria vida. Esse amor é o choque que impulsiona as batidas do meu coração, que comanda o ritmo dos meus movimentos. É a força que dá força às minhas pernas quando acordo, é o pensamento inacabável que sonda minha mente a partir do momento que abro meus olhos até a hora de dormir. Esse amor é meu respirar, meu suspirar, minha vontade de chorar e ir, de rir e voltar pros braços de alguém que eu sinceramente amo. Se eu posso voar quando estou acordada e sonhar quando estou dormindo, eu devo sim, a esse amor. Não sabia o que ele era pra mim, até a hora que pude experimentar viver sem ele por alguns instantes. No momento em que me passou pela cabeça raivosa, me desfazer de tudo, largar a mão desse amor, que eu descobri que eu realmente amava alguém. Foi nesse lapso de desapego, que percebi que não seria fácil abandonar quem se ama. Se eu não amasse, certamente não haveria descobertas e percepções. Apenas largaria de mão o amor, e fim.

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