Ele não tem culpa de ter roubado seus pensamentos. Ela não tem culpa de ter sido roubada. As canções que canta lhe transporta a cenas vividas em câmera lenta; o ator da novela, as histórias, o enredo: tudo lembra um rosto, que, inexplicavelmente não é daquele que hoje está ao seu lado. Isso é triste, muito triste. Queria, mas não consegue explicar a sensação de sentir frio em momentos de intenso calor, bem como o porquê dessa reviravolta na conjugação do seu verbo amar. O "eu te amo" já não soa tão facilmente, soa doloroso.
Algo muito forte aconteceu e ela torce para que esse algo seja simplesmente passageiro. Embora deseje entregar-se ao impossível, seria mais fácil se agora (logo agora que carrega em seu dedo o anel invisível do compromisso), se tornassem apenas bons amigos – e claro, que fossem inexistentes as tão conhecidas segundas intenções.
Um dia leu em uma revista que a paquera apimenta a relação. Mas definitivamente, ela sabe que essa paquera irá levá-la a um lugar muito além do previsível... E isso, a apavora.

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