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'Não se pode esperar nada de ninguém. Mas de você, espere por tudo.' (Camila Barretto)

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O Pescador de Ilusões - Outro alguém II




Duas e quinze da manhã, e ela, pensando nele, naquele outro alguém que trouxe de volta coisas que já tinha perdido, em qualquer lugar, lá dentro da alma. Voltou a se sentir como a velha menina serelepe das histórias contadas. É isso... Acho que estava faltando alguma coisa na sua vida, em sua mente fantasiosa, e isso fez com que, nesse outro alguém, descobrisse novamente o delicioso sabor da saudade. Desde que o conheceu se põe a vagar entre as infinitas horas do dia, e flutua sob as poucas, porém ternas lembranças já existentes.

Ele não tem culpa de ter roubado seus pensamentos. Ela não tem culpa de ter sido roubada. As canções que canta lhe transporta a cenas vividas em câmera lenta; o ator da novela, as histórias, o enredo: tudo lembra um rosto, que, inexplicavelmente não é daquele que hoje está ao seu lado. Isso é triste, muito triste. Queria, mas não consegue explicar a sensação de sentir frio em momentos de intenso calor, bem como o porquê dessa reviravolta na conjugação do seu verbo amar. O "eu te amo" já não soa tão facilmente, soa doloroso.

Algo muito forte aconteceu e ela torce para que esse algo seja simplesmente passageiro. Embora deseje entregar-se ao impossível, seria mais fácil se agora (logo agora que carrega em seu dedo o anel invisível do compromisso), se tornassem apenas bons amigos – e claro, que fossem inexistentes as tão conhecidas segundas intenções. 

 Um dia leu em uma revista que a paquera apimenta a relação. Mas definitivamente, ela sabe que essa paquera irá levá-la a um lugar muito além do previsível... E isso, a apavora.

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