Hoje conheci gente nova, vi olhares faiscantes, rostos iluminados por uma novidade arrebatadora. Ainda lembro nitidamente os detalhes da minha vez. Há pouco tempo passei por isso, e pude olhá-los sob um ângulo de análise mais propício. Foi graciosamente engraçado vê-los tão joviais e orgulhosos de si mesmos. Até aqueles mais introspectivos faziam-se revelar por um sorriso contido, tímido, mas extremamente cheio de vida. Não mentirei aqui: estava realmente ansiosa por conhecê-los; Saber mais detalhes de suas vidas, cumprimentá-los de forma polida, dar as sinceras boas-vindas. Para alguns falei sucintamente, expressando minhas felicitações em palavras amigáveis. Para outros apenas olhei com um jeito de grande satisfação. Interessei-me por muitas feições e analisei um a um com meu melhor olhar crítico. Uns pareciam recatados em suas camisetas pólos e calças jeans. Outros um tanto exagerados, porém graciosos com seu terninho e gravata escolhidos de forma paciente. Outros ainda, misturavam cuidados e desídia, embora estivesse tudo propositalmente organizado aos meus olhos atentos e observadores. Lá na frente, vi um jovem radiante sentado junto a uma garota que transparecia estar bem satisfeita. Ela parecia adorar estar sentada ali, sentindo-se talvez privilegiada por tal posição. Ele usava calça social, blusa clara e impecável, e todo aquele look almofadinha de um grande advogado chamou a minha atenção. Seus óculos de grau, de forma clichê, o fazia ficar ainda mais alinhado. Acho que não fez meu tipo de imediato, ou pelo menos esse estilo não é aquele que primeiro me fascina. Mas devo-lhe dizer que estava tudo em perfeita sintonia com o seu entornado porte físico. Diferente do que fiz com os demais, evitei olhá-lo nos olhos e principalmente não falei nada, apenas sorri sem culpa, com uma malícia de menina, como quem quisesse naufragar no mar dos seus olhos esverdeados. Acho que não quis transparecer isso, quero dizer, esperei não ter deixado tão explícito o meu sorriso malicioso e ao mesmo tempo, infantil. Acho que só quis tombar uma pitada de sal naquele delicioso tempero. Não sei se exagerei nas medidas. Só sei que hoje foi a minha estréia e subi aos palcos tentando desatar-me do mundo à minha volta. Certamente não consegui me desligar de alguém à minha frente, pois no meio de minha doce timidez, estava o seu olhar, perplexo, imóvel, insaciável, buscando quem sabe, o meu olhar recíproco. Ele parecia acompanhar todos os meus movimentos, e eu temi errar e fazer meus erros saltarem platéia afora. Foi ali, assim, nesse clima de inauguração, que eu percebi um mundo desconhecido a minha frente. O show acabou e eu tinha que ir embora. Por detrás daquelas lentes transparentes restaria em mim apenas um querer, o “quero mais” de alguém que nem imagino quem seja. Desci as escadas e olhei pra cima pra ver se ainda estava próximo. Confesso que fiquei feliz ao saber que estava ali, e pressenti que ainda estava me acompanhando, só que agora, mais de longe. Lá fora, quando ele estava sozinho arrisquei uma piadinha típica do meu feitio. Ele riu tão fácil, e se aproximou tão perto, com um olhar tão longo e profundo, que eu pasmei. Era como quem quisesse descobrir os meus sete mistérios, e eu me senti certamente estremecida. Só que ele não sabe: o mistério, na verdade, se esconde nos mares verdes do seu terno olhar.
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'Não se pode esperar nada de ninguém. Mas de você, espere por tudo.' (Camila Barretto)
Bem vindo aos meus pensamentos.
Verde Mar.
Hoje conheci gente nova, vi olhares faiscantes, rostos iluminados por uma novidade arrebatadora. Ainda lembro nitidamente os detalhes da minha vez. Há pouco tempo passei por isso, e pude olhá-los sob um ângulo de análise mais propício. Foi graciosamente engraçado vê-los tão joviais e orgulhosos de si mesmos. Até aqueles mais introspectivos faziam-se revelar por um sorriso contido, tímido, mas extremamente cheio de vida. Não mentirei aqui: estava realmente ansiosa por conhecê-los; Saber mais detalhes de suas vidas, cumprimentá-los de forma polida, dar as sinceras boas-vindas. Para alguns falei sucintamente, expressando minhas felicitações em palavras amigáveis. Para outros apenas olhei com um jeito de grande satisfação. Interessei-me por muitas feições e analisei um a um com meu melhor olhar crítico. Uns pareciam recatados em suas camisetas pólos e calças jeans. Outros um tanto exagerados, porém graciosos com seu terninho e gravata escolhidos de forma paciente. Outros ainda, misturavam cuidados e desídia, embora estivesse tudo propositalmente organizado aos meus olhos atentos e observadores. Lá na frente, vi um jovem radiante sentado junto a uma garota que transparecia estar bem satisfeita. Ela parecia adorar estar sentada ali, sentindo-se talvez privilegiada por tal posição. Ele usava calça social, blusa clara e impecável, e todo aquele look almofadinha de um grande advogado chamou a minha atenção. Seus óculos de grau, de forma clichê, o fazia ficar ainda mais alinhado. Acho que não fez meu tipo de imediato, ou pelo menos esse estilo não é aquele que primeiro me fascina. Mas devo-lhe dizer que estava tudo em perfeita sintonia com o seu entornado porte físico. Diferente do que fiz com os demais, evitei olhá-lo nos olhos e principalmente não falei nada, apenas sorri sem culpa, com uma malícia de menina, como quem quisesse naufragar no mar dos seus olhos esverdeados. Acho que não quis transparecer isso, quero dizer, esperei não ter deixado tão explícito o meu sorriso malicioso e ao mesmo tempo, infantil. Acho que só quis tombar uma pitada de sal naquele delicioso tempero. Não sei se exagerei nas medidas. Só sei que hoje foi a minha estréia e subi aos palcos tentando desatar-me do mundo à minha volta. Certamente não consegui me desligar de alguém à minha frente, pois no meio de minha doce timidez, estava o seu olhar, perplexo, imóvel, insaciável, buscando quem sabe, o meu olhar recíproco. Ele parecia acompanhar todos os meus movimentos, e eu temi errar e fazer meus erros saltarem platéia afora. Foi ali, assim, nesse clima de inauguração, que eu percebi um mundo desconhecido a minha frente. O show acabou e eu tinha que ir embora. Por detrás daquelas lentes transparentes restaria em mim apenas um querer, o “quero mais” de alguém que nem imagino quem seja. Desci as escadas e olhei pra cima pra ver se ainda estava próximo. Confesso que fiquei feliz ao saber que estava ali, e pressenti que ainda estava me acompanhando, só que agora, mais de longe. Lá fora, quando ele estava sozinho arrisquei uma piadinha típica do meu feitio. Ele riu tão fácil, e se aproximou tão perto, com um olhar tão longo e profundo, que eu pasmei. Era como quem quisesse descobrir os meus sete mistérios, e eu me senti certamente estremecida. Só que ele não sabe: o mistério, na verdade, se esconde nos mares verdes do seu terno olhar.
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