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'Não se pode esperar nada de ninguém. Mas de você, espere por tudo.' (Camila Barretto)

Bem vindo aos meus pensamentos.

Crônicas de Abril – Parte VI - [dois]


"Quando você disse nunca mais, não ligue mais, melhor assim. Não era bem o que eu queria ouvir. E me disse decidida saia da minha vida, que aquilo era loucura, era absurdo. E mais uma vez você ligou. Dias depois, me procurou. Com a voz suave quase que formal. E disse que não era bem assim, não necessariamente o fim. De uma coisa tão bonita e casual. De repente as coisas mudam de lugar e quem perdeu pode ganhar. Teu silêncio preso na minha garganta e o medo da verdade. Eu sei que eu, eu queria estar contigo. Mas sei que não, sei que não é permitido.Talvez se nós, se nós tivéssemos fugido. E ouvido a voz desse desconhecido. Essa voz que chega devagar pra perturbar, pra enlouquecer, dizendo pra eu pular de olhos fechados. Essa voz que chega a debochar do meu pavor, mas ao pular. Eu me vejo ganhar asas e voar. De repente as coisas mudam de lugar e quem perdeu pode ganhar. Minha amiga, minha namorada. Quando é que eu posso te encontrar? . Eu sei que eu, eu queria estar contigo. Mas sei que não, sei que não é permitido. Talvez se nós, se nós tivéssemos fugido. E ouvido a voz desse desconhecido. [Dois]"

Terminar essa história é muito difícil pra mim. Sem grand finalle, sem conclusões definidas, sem entregas físicas para se lembrar depois. A única lembrança que te ofereço é do limite que imponho a nossa história. Usar o pronome possessivo relativo a “nós” é tão indevido quanto imaginar verbos no plural. Estou certa que a sua vida irá seguir em frente, e a minha também deve continuar por aqui. Tudo voltará a ser singular. Isso é quase uma certeza de que em breve já não teremos mais a presença um do outro para nos consolar mutuamente. O que você sente ao saber disso? Não quero me envolver mais do que já me envolvi, mas de fato, corro o risco de ir além, um pouco mais. Talvez ao invés de um aperto de mão, te darei um longo abraço, e ao invés do abstrato, mostrar-me-ei concretamente. Sinto que a maioria das decisões, no momento, está sob a minha responsabilidade e será inconseqüência minha se eu agir impulsivamente. Aliás, nos últimos tempos a palavra "impulsividade" não me cabe, pois me pego pensando tanto em minhas atitudes que ninguém no mundo saberá o quanto; Sinto que ainda existe a vontade de concretizar um proeminente desejo que nós já reconhecemos. Ainda assim, prefiro manter o controle de tudo isso. Os valores que carrego comigo são muito mais fortes do que qualquer outra forte emoção, e eu quero acreditar nisso até o fim. O maior desejo de todos é de  permanecer em sua história, deixando o melhor de mim e mostrando que o inesquecível se encontra no calor da alma e não naquilo que se exprime fisicamente.  Espero que compreenda a plenitude das minhas palavras, pois assim como o meu olhar, elas dizem tudo sobre mim. Eu estive dentro delas o tempo todo.


 

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