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'Não se pode esperar nada de ninguém. Mas de você, espere por tudo.' (Camila Barretto)

Bem vindo aos meus pensamentos.

Esquecimento da Lembrança






Nos últimos dias, a mulher que lembra tem se perguntado constantemente: o que é possível fazer pra esquecer alguém que não deve ser lembrado? Será que o ato de se lembrar de alguém é involuntário? Ou será que depende dela, simplesmente dela, não se lembrar de alguém imaginário? A mulher que lembra se incomoda terrivelmente com o fato de não estar livre para se lembrar à vontade. Lembra-se de forma incessante, lembra-se de olho aberto ou fechado. Mas, por não ser correto se lembrar tanto assim, não fala. Não pode, enfim, ter aquele que tanto lembra, ao lado. Não deve, mas quer o que lembra calada, carregando a lembrança coibida de um fardo. E aí, a mulher que lembra, luta, sorri e sonha. Na luta, a lembrança é plena, no sorriso, a lembrança é disfarce, e no sonho, é triste realidade, a lembrança da mulher é saudade. E, o esquecimento da lembrança, que hoje parece tão distante e vago, é a esperança que a mulher que lembra carrega em si tão fácil.  Neste momento memorável, tudo o que mais queria era perder suas inúteis memórias infindáveis. O esquecimento da lembrança é a única saída para quem lembra sem querer lembrar-se de nada. É a salvação para quem ama e esquece quem nem sequer pode ser recordado.  



 

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